Alessandro Lucchetti, ENVIADO ESPECIAL / LONDRES - O Estado de S.Paulo
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (CO-Rio) está tentando equacionar o problema da falta de acomodações em hotéis, segundo o seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, que está participando da 124.ª sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O dirigente apresentou um relatório sobre as atividades do CO-Rio e a marroquina Nawal El Moutawakel, executiva responsável pela Comissão de Coordenação do evento, também divulgou informações aos membros do COI e passou recomendações que deverão ser seguidas pelo Comitê Organizador Local para melhorar os trabalhos.
Nuzman disse que a falta de hotéis será resolvida com a construção de vilas próximas do Parque Olímpico e do porto. A prefeitura do Rio vai se responsabilizar por essas obras, segundo ele.
Navios que fazem cruzeiros ficarão aportados e oferecerão o número de vagas faltante, promete o dirigente. A necessidade de leitos suplementares está sendo calculada.
Tudo dependerá de outro número, o de leitos disponíveis em hotéis. A prefeitura se comprometeu a entregá-lo em dezembro deste ano.
El Moutawakel sugeriu que haja maior sinergia entre o comitê organizador da Copa de 2014 e o da Olimpíada de 2016. Na coletiva que encerrou o dia, Mark Adams, diretor de comunicações do COI, e Christopher Dubi, diretor de Esportes da entidade, observaram que o fato de o Brasil receber os dois eventos dentro de um espaço de tempo tão curto tem dois aspectos.
"Há um lado positivo, porque o Mundial de futebol pode resultar em vários sistemas que podem ser aproveitados pelos Jogos Olímpicos, como esquemas de segurança e transporte, bem como procedimentos adotados na chegada de delegações ao aeroporto. O outro lado é que os dois eventos consumirão um montante grande de dinheiro. Mas preferimos ver a visão positiva", observou Adams.
E o hóquei? Apenas uma pergunta foi feita na coletiva à equipe brasileira encarregada de divulgar os planos de 2016. Foi formulada por Francesco Ricci Bitti. O italiano quis saber como está o encaminhamento da escolha das instalações para o hóquei sobre grama.
No plano original, seria construída uma arena provisória na Barra da Tijuca. Agora, os planos do CO-Rio se voltam para a construção de uma estrutura fixa em Deodoro, como explicou Agberto Guimarães, diretor de esportes do CO-Rio.
Embora incomode, a indefinição não deve durar muito. As propostas estão na mesa da Federação Internacional de Hóquei, que deverá se decidir por uma ou outra opção.
Há problemas mais sérios no Rio, e nem todos os membros do COI estão cientes deles.
O CO-Rio necessita que a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) autorize a demolição do autódromo de Jacarepaguá para poder construir o Parque Olímpico. Mas a CBA exige que esteja pronto o autódromo de Deodoro, prometido pelo CO-Rio, para deixar Jacarepaguá ser demolido.
Indagado pela reportagem do Estado sobre o assunto, Dubi disse desconhecer o imbróglio. "Não tenho essa informação. Não foram feitas mais perguntas porque o COI esteve no Rio duas semanas atrás e foi elaborado um relatório bastante preciso sobre o andamento das obras. Avaliou-se que maiores inquirições não eram necessárias. Sei que há um volume incrível de trabalho a ser feito na Barra", disse o diretor de Esportes do COI. / A.L.
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