quinta-feira, 26 de julho de 2012

GLASGOW, ESCÓCIA - O Estado de S.Paulo A Espanha inicia hoje diante do Japão, pela primeira rodada do Grupo D, em Glasgow, a busca por um feito histórico: acumular o título mundial (Copa de 2010), o troféu europeu (é a bicampeã da Euro) e ainda a medalha de ouro olímpica. São conquistas que configurariam uma espécie de "Quádrupla Coroa" mundial, expressão tão incomum como a hegemonia espanhola. "Será uma grande oportunidade para coroar um ano fantástico. A busca do ouro olímpico é uma oportunidade única na carreira de um jogador, diz o meia Juan Mata, um dos reforços acima dos 23 anos da equipe e que ostenta dois outros títulos, esses pelo seu clube, o Chelsea: a Copa dos Campeões e a Copa da Inglaterra na última temporada. O técnico Luis Milla faz o contraponto e tenta se desvencilhar do favoritismo. "Existe grande expectativa em relação a esse título, mas não acredito que essa seleção possa ser favorita como a seleção principal. A seleção principal é bem diferente do time olímpico." As outras equipes do grupo D são Honduras e Marrocos que se enfrentam em Glasgow antes da partida dos espanhóis. Além de contar com craques que não completaram 23 anos, como David De Gea, César Azpilicueta, Ander Herrera e Adrián López - base da equipe campeã europeia sub-21, no ano passado -, o time foi reforçado pelo lateral Jordi Alba, recém-contratado pelo Barcelona, Javier Martínez, do Athletic Bilbao, e o próprio Mata. Todos os três participaram da conquista da Euro. O time espanhol traz uma dúvida que deverá ser resolvida pouco antes da partida: o atacante Iker Muniain, do Athletic Bilbao, ainda se recupera de uma lesão muscular na coxa direita. Embora tenha apresentado uma evolução constante nos últimos anos e domine os torneios asiáticos, o Japão tem como grande objetivo apenas chegar à segunda fase da competição. Celeste estreia. Pelo Grupo A, o Uruguai, candidato ao pódio, faz sua estreia contra os Emirados Árabes, em Manchester. A Celeste Olímpica apresenta o melhor ataque do torneio (pelo menos no papel): Luis Suárez e Cavani, titulares da seleção principal que foi campeã da Copa América em 2011. A Grã-Bretanha recebe o Senegal.


CARDIFF - O Estado de S.Paulo
O futebol feminino do Brasil começou a caminhada em busca da medalha olímpica em grande estilo: com goleada.
O time nacional, capitaneado por Marta, atropelou Camarões, novata em Jogos Olímpicos, e venceu por 5 a 0 no estádio Milennium, com dois gols da brasileira eleita cinco vezes melhor do mundo. Mas se Marta mostrou o faro para o gol, foram as jogadas de bola parada e a entrada da antiga parceira Cristiane que fizeram a diferença para o Brasil.
O time do técnico Jorge Barcelos demorou para engrenar. Nos primeiros minutos chegou a ser acuado pela equipe africana, que apertava a marcação na frente.
Mas logo na primeira escapada a empolgação camaronesa foi derrubada. Numa cobrança de falta quase na lateral da área, Francielle arriscou e mandou para o gol. A goleira camaronesa aceitou o chute e o Brasil abriu o placar. Pouco depois, outra falha da goleira adversária numa jogada de bola parada e a seleção marcou o segundo. Francielle cobrou escanteio e Renata Costa cabeceou no meio do gol, em cima da goleira, que não pegou.
A gol deu ao Brasil boa vantagem que embora tenha sido obtido bastante cedo parecia suficiente para assegurar o triunfo na estreia. A ponto de o time desacelerar o jogo e passar o resto do primeiro tempo sem atacar.
As coisas mudaram na etapa final depois que Barcelos chamou Cristiane para entrar em campo. A atacante, que vinha de contusão e ficou fora dos últimos amistosos na fase final de preparação da seleção, em Teresópolis, mostrou que ainda é a melhor em sua posição. Ela participou dos três gols do Brasil no segundo tempo. Primeiro, ela começou a jogada que resultou em pênalti em cima da craque da seleção. A camisa 10 bateu mal, no meio do gol, mas converteu.
Depois, Cristiane marcou ela mesmo um golaço - seu 11.º em olimpíadas, um recorde - com drible na goleira e batida rasteira. Nos outros dois, ela participou como parceira de Marta. Foi ela quem começou a jogada que resultou em pênalti sobre Marta - a camisa 10 bateu mal, no meio do gol, mas converteu.
O quinto gol novamente começou com jogada individual de Cristiane. Ela arrancou pelo lado esquerdo, entrou na área e bateu para o gol, mesmo sem ângulo. A defensora de Camarões evitou que a bola entrasse, mas a desviou nos pés de Marta, que, sem marcação, não teve dificuldade de mandar para a rede.
"Fizemos uma boa partida, foi importante fazer cinco gols. Mas a gente sabe que foi apenas um primeiro passo e que temos que melhorar ainda para disputar a medalha de ouro", disse Marta, que admitiu ter batido mal o pênalti e que a comemoração dos gols com dança foi homenagem a Elaine, cortada da seleção.
"É uma música que a Elaine cantava e ensinou a gente a dançar. Já vim com isso na cabeça, de fazer essa homenagem a ela."
EUA, de virada. Se para o Brasil a estreia foi tranquila, para a seleção dos Estados Unidos o primeiro jogo não foi nada fácil.
As atuais campeãs olímpicas penaram para virar o jogo e bater a França. O time norte-americano chegou a ficar atrás no placar por 2 a 0, mas conseguiu vencer por 4 a 2. O destaque do jogo foi Alex Morgan. Em sua primeira Olimpíada, a atacante do time dos EUA marcou dois gols.

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