segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Neve paralisa aeroportos e prejudica Eurostar na Europa

20/12/2010

Companhia de trem pede que passageiros não se dirijam às estações; inverno cancela voos e seria o pior na Europa em um século


A Eurostar pediu aos viajantes com passagens marcadas nesta segunda-feira que não se dirijam às estações de Londres ou de Paris porque a neve vem atrapalhando o tráfego de trens sob o canal da Mancha e, assim, a absorção do fluxo de passageiros. Os problemas na Eurostar se somam ao caos aéreo provocado pela neve nos principais aeroportos europeus, que se viram obrigados a cancelar ou atrasar voos por causa da onda de frio.

Foto: AFP
Passageiros lotam a estação de St. Pancras, onde fica o terminal da Eurostar, em Londres (20/12/2010)
"Pedimos aos passageiros com reservas de embarque pela Londres St. Pancras ou pela Paris Norte que não se desloquem até essas estações. Infelizmente, não podemos aceitar mais passageiros", explicou a companhia em seu site.
Os trens que circulam pelo túnel sob o canal da Mancha sofrem nesta segunda-feira atrasos de até duas horas por causa dass condições meteorológicas adversas, que obrigaram a Eurostar a cancelar várias das viagens previstas.
Na estação internacional de Saint Pancras, na capital britânica, a fila de passageiros com bilhete tinha mais de um quilômetro no início da tarde desta segunda-feira e rodeava o edifício de tijolos vermelhos. Por causa das baixas temperaturas que assolam a capital britânica, as famílias com crianças eram as únicas autorizadas a esperar no interior.
"Há uma fila muito grande", reconheceu um porta-voz da Eurostar, explicando que a companhia se esforçava para fazer com que os passageiros que já estavam na estação embarcassem. A companhia deve divulgar ainda nesta segunda-feira novas informações sobre o tráfego para os próximos dias, mas já advertiu que o serviço será "restrito" durante o restante da semana.
Caos nos aeroportos
Milhares de passageiros passaram a noite presos em aeroportos por toda a Europa, enquanto mais voos eram cancelados nesta segunda-feira por causa da neve e do gelo que pintaram de branco o velho continente, preocupando viajantes que pretendem embarcar no Natal.

domingo, 19 de dezembro de 2010

César Cielo desbanca franceses, quebra recorde e leva ouro nos 100m livre

Brasileiro conseguiu sua segunda medalha de ouro no Mundial de natação e unificou títulos em piscinas longa e curta



No último dia de competição do Campeonato Mundial de natação em piscina curta, o brasileiro César Cielo conseguiu mais uma medalha de ouro para sua coleção: nadando na raia 4, ele desbancou os rivais franceses Fabien Gilot e Alain Bernard, quebrou o recorde do campeonato e venceu os 100m livre com o tempo de 45s74. 
A antiga marca da competição, de 46s01, era do próprio nadador brasileiro, que havia marcado o tempo na semifinal da prova, no sábado.
A vitória do brasileiro fez felicidade dos torcedores, que levaram várias bandeiras do Brasil ao Dubai Sports Complex, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), local da competição. O segundo colocado foi o francês Fabien Gilot, com 45s97, e o russo Nikita Lobintsev, com 46s35, ficou em terceiro. 
Satiro Sodré/Divulgação CBDA
César Cielo agradece: nadador ganhou apoio de boa parte dos torcedores em Dubai
Com a vitória do nadador, o Brasil tem até o momento seis medalhas: três de ouro (50m livre e 100m livre, ambas com César Cielo, e 50m peito, com Felipe França), 100m peito (Felipe França), 100m borboleta (Kaio Márcio) e revezamento 4x100m nado livre. O país ocupa a sexta colocação geral, atrás de Estados Unidos, Rússia, Espanha, China e Holanda.
Mais um feitoNo Mundial de piscina curta, César Cielo conseguiu realizar um feito inédito na natação mundial: ele unificou os títulos mundiais de 50m e dos 100m livre em piscina curta e longa, algo que nunca havia acontecido na história do esporte. No ano passado, no Mundial de Roma o brasileiro também trouxe para casa a dobradinha dourada nas duas provas.
Satiro Sodré/Divulgação CBDA
Observado por Gilot e Lobintsev, Cielo comemora a conquista de mais um ouro


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4 em cada 5 brasileiros consideram governo Lula ótimo ou bom

Luiz Inácio Lula da Silva chegou lá: aos 65 anos, sairá do Palácio do Planalto no dia 1º como o mais bem avaliado ocupante daquela cadeira entre todos os eleitos pelo voto direto pós-ditadura. Está com 83% de aprovação popular.
O Datafolha apurou a popularidade de Lula em uma pesquisa realizada de 17 a 19 do mês passado, em todo o país, com 11.281 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Para 13% dos brasileiros, Lula faz um governo regular. Apenas 4% classificam a administração federal do PT como ruim ou péssima. A magnitude da aprovação de Lula torna-se mais impactante se comparada com as dos antecessores.
Fernando Collor deixou o cargo em 1992, após um processo de impeachment, com meros 9% de aprovação.
Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil por oito anos. Debelou a inflação, criou o real e estabilizou a economia. Ainda assim, deixou o Planalto com 26% de aprovação --57 pontos percentuais abaixo de Lula.
Uma curiosidade: o presidente classificado em segundo lugar como o mais popular ao sair do cargo depois do retorno das eleições diretas foi Itamar Franco. Só que ele não foi eleito. Herdou a cadeira de Collor, em 1992, pois era o vice. Ao passar o cargo a FHC, em 1995, Itamar era aprovado por 41%.
O Datafolha também quis saber se as pessoas acham que o Brasil está melhor, igual ou pior depois de oito anos sob Lula. O resultado é quase idêntico à popularidade do petista: 84% acham que o país está melhor.
Já com FHC ocorreu uma assimetria. Embora 35% dissessem em 2002 que o Brasil estava melhor depois de oito anos administrado pelo tucano, só 26% o aprovavam.
Outro presidente civil do período pós-ditadura foi José Sarney. Eleito de forma indireta, ele governou o país de 1995 a 1990, mas o Datafolha não fez pesquisas nacionais naquele período.
MENSALÃO
O pior momento de Lula nos oito anos se deu em dezembro de 2005. Sofria os efeitos do mensalão --um esquema no qual congressistas recebiam dinheiro em troca de apoio ao governo.
Na época, segundo o Datafolha, só 28% achavam o governo Lula bom ou ótimo.
A taxa de ruim ou péssimo era de 29%, e 41% classificavam a gestão como regular. Em 2006, Lula se recuperou. Foi reeleito presidente. Manteve certa estabilidade até 2007. De 2008 em diante veio a arrancada, batendo vários recordes de aprovação.
A crise econômica mundial de 2009 foi só um soluço na popularidade de Lula. Sua taxa recuou cinco pontos no primeiro trimestre daquele ano, de 70% para 65%. Mas o petista entrou em 2010 já com 73%. Expandiu esse percentual até os atuais 83%.
PIOR E MELHOR
Numa lista montada de maneira espontânea na pesquisa Datafolha sobre o que não vai bem no governo Lula, 23% apontaram o sistema de saúde. A segurança pública vem em segundo lugar, com 19%. Depois, educação, com 7%, e corrupção, 6%.
As áreas nas quais saiu-se melhor foram o combate à fome e à miséria (19%) e a condução da economia (13%).
O presidente petista vai bem no Brasil inteiro, mas há um descompasso entre as avaliações feitas por pobres e ricos. Ou entre Nordeste versus Sul e Sudeste.
Lula é aprovado por 67% dos ricos. Entre os pobres, a taxa vai a 84%. No Nordeste, 88% acham o governo Lula ótimo ou bom. No Sul, 77%. No Sudeste, 79%.
Essas mesmas diferenças, numa gradação um pouco diferente, surgiram nas urnas neste ano --quando Lula usou toda sua popularidade para ajudar eleger Dilma Rousseff como sucessora.

Escuta da Polícia Federal flagra ministeriável do PMDB


19/12/2010 - 10h12



 O futuro ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Eleitoral, informa a reportagem de Fernanda Odilla, enviada especial a São Luís (MA,) publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Fernando é investigado há três anos pela PF. As conversas interceptadas pela polícia mostram que ele foi procurado pelo futuro ministro por manter uma relação próxima com a tia, a desembargadora Nelma Sarney, à época corregedora do Tribunal Eleitoral do Maranhão.
Indicado ao Ministério do Turismo pela bancada do PMDB da Câmara, Novais, que diz não se recordar das conversas gravadas pela polícia, é alinhado politicamente aos Sarney no Maranhão.
O pedido ao empresário seria em favor do prefeito de Bacuri (MA). Ele enfrentava problemas com a Justiça Eleitoral por não ter participado da convenção que escolheu o candidato do PSB à prefeitura e, a seguir, fez a própria reunião para ser aclamado como representante do partido para disputar o cargo.
Em 14 de julho de 2008, uma hora depois da primeira tentativa frustrada de falar com Fernando Sarney, o deputado e futuro ministro ligou novamente, por meio do gabinete na Câmara, em Brasília. Na conversa, ele pede ao empresário que interceda junto à desembargadora Nelma para ajudar o prefeito.
OUTRO LADO
O deputado Pedro Novais rechaçou qualquer suspeita de ter praticado tráfico de influência: "Não faço isso".
Novais disse que não se recorda da conversa com Fernando Sarney nem do pedido. Disse que fala com ele "muito raramente".
Inicialmente, Novais disse não ter relação nenhuma com o PSB, partido do prefeito. Depois admitiu conhecer o prefeito Washington Oliveira. Ele negou ter usado sua condição de deputado e a proximidade com a família Sarney para favorecer o prefeito de sua base eleitoral.
Fernando Sarney disse que não iria se manifestar por se tratar de gravações "vazadas criminosamente".
A desembargadora Nelma Sarney afirmou que jamais participou "de qualquer ato configurado como tráfico de influência ou qualquer outro desvio de conduta". Reiterou que, apesar de relatora do caso, estava licenciada e não participou do julgamento.